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| Notícias | |
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| Vidotti explica novo programa de parcelamento de dívidas federais | |
| Comissão aprova limite maior para publicidade de atos de empresas | |
| Trabalho aprova isenção do Imposto de Renda para o abono de férias | |
| Comunicado sobre regularização de DMS | |
| Governo e centrais sindicais acertam vantagens na contagem do tempo de serviço | |
| Pesquisa da Serasa revela que faturamento das empresas caiu 5% no primeiro trimestre | |
| Brasil está perto de aderir ao sistema internacional de marcas | |
| Lupi defende na Câmara redução de jornada de trabalho | |
| Jornada de trabalho é discutida na Câmara | |
| Comissão explica porque suspendeu a 15ª Convenção dos Contabilistas do Paraná | |
| Orientações da Receita Federal do Brasil sobre parcelamentos previstos na Lei 11.941/2009 | |
| Sincontábil realizou treinamento sobre novo padrão de demonstração contábil | |
| Entidades fantasmas assombram empresários | |
| Renegociação de dívidas com a União atrai 50 mil contribuintes na primeira semana | |
| Devedores da União podem oferecer seguros como garantia | |
| Entidades se mobilizam pela aprovação da jornada de trabalho de 40 horas | |
| TRF manda prosseguir ação contra Cofins | |
| Fazenda esclarece pontos do seguro-garantia | |
| Mutirão pela formalidade tomará as ruas do País | |
| Novos estados podem aderir ao empreendedor individual na próxima semana | |
| Simples Nacional: Resolução Altera Período de Opção Pelo Regime de Apuração No Simples Nacional | |
| Empresas do Paraná podem refinanciar dívidas de ICMS em até 10 anos | |
| Presidente de comissão propõe reajustes na Lei das Microempresas | |
| EI: Fenacon alerta sobre erros no registro | |
| Resolução altera período de opção pelo regime de apuração no Simples e autoriza novas atividades para o MEI | |
| INSS muda cálculo do auxílio-doença | |
| Empreendedor Individual: Pimentel afirma que formalização está acima da expectativa | |
| Câmara instala comissão para analisar PEC que aumenta tempo da licença-maternidade | |
| Calendário do Abono Salarial abre segunda etapa de saques | |
| Brasil já tem mais de 12 mil empreendedores individuais | |
| Trabalho aprova garantia para certidão negativa de empresa devedora | |
| Exportadores também podem aderir a novo programa de parcelamento de impostos | |
| Paraná tem 14 municípios entre os 200 que mais geram empregos com carteira no País | |
| Comprovante de quitação acaba com pilha de recibos | |
| Pessoas fazem fila para saber sobre Empreendedor Individual | |
| Comissão aprova PL que obriga empresa a oferecer serviço dentário | |
| Por unanimidade, Supremo vota extinção do crédito-prêmio do IPI | |
| Por causa da gripe A, Convenção dos Contabilistas do Paraná é transferida para 2010 | |
| Praça de Atendimento da prefeitura muda horário de funcionamento | |
| IN 962 dispõe sobre prazos para apresentação da DIPJ Lucro Real | |
| Receita elabora ato para validar ajuste contábil | |
| Diário Oficial publica regras para simplificar atendimento ao cidadão em órgãos públicos | |
| Governo não tem como avaliar impactos do crédito-prêmio do IPI na receita, diz ministro | |
| Decreto dispensa uso de documentos desnecessários na administração pública | |
| Projeto do vale-cultura chega ao Congresso nesta semana, diz ministro | |
| Empresas podem acessar programa de declaração de informações fiscais a partir de segunda | |
| Comunicado do Sincontábil - Gripe A | |
| Aprovado direito de sindicato mover ação civil pública trabalhista | |
| Procuradores divergem sobre conciliação de débitos tributários | |
| Empresários pedem a Temer para adiar debate da redução de jornada | |
| Comércio varejista muda horário para combater gripe A | |
| Comitê da Gripe A decide alterar horário do comércio | |
| Empresas de Maringá funcionarão em horário especial até dia 21 | |
| Aprenda a identificar e evitar o contágio com a gripe H1N1 | |
| Abono salarial começa a ser pago amanhã | |
| ITR 2009: Programa Gerador da Declaração já está disponível | |
| Receita quer mudar regras para compensar tributos | |
| NF-e: Qual é a realidade das pequenas empresas? | |
| Adesão restrita ao novo Refis decepciona microempresa | |
| Carteira de Trabalho informatizada já está nas mãos de mais de 2 milhões de trabalhadores | |
| Empresários votam; SindiMed continua | |
| Seguridade aprova redução de tributos para contratar menor aprendiz | |
| Comissão aprova prestação de serviço por empresa individual | |
| Empresários apoiam saída de entidades patronais do Codefat | |
| Centrais sindicais pedem a Temer rapidez na votação de PEC que reduz jornada de trabalho | |
| Empresas do Supersimples vão à Justiça brigar pelo "Refis da crise" | |
| Contribuinte que aderiu à MP 449 terá migração automática para regras da lei | |
| Comitê da Redesim se reúne em Brasília | |
| Declarações: DACON Mensal-Semestral – Nova Versão 2.1 | |
| Prevenção de acidentes no trabalho pode reduzir tributo em até 50% | |
| STJ concede redução de IR e de CSLL para clínica médica | |
| Fiscais da Prefeitura participam de seminário sobre acessibilidade | |
| Pessoas com deficiência são mais de 300 mil no mercado formal de trabalho | |
| Armando Tavares doa máquinas para o museu dos contabilistas | |
| Câmara aprova emenda sobre crédito-prêmio | |
| Vídeo aula e slides sobre Empreendedor Individual | |
| CCJ aprova inclusão de matéria tributária em juizado especial | |
| No feriado de 15 de agosto o comércio de Maringá não abre | |
| Empreendedor Individual: MDIC inclui mais três estados no sistema de formalização | |
| Consumidores comemoram lei que cria recibo de quitação anual para prestadoras de serviços | |
| Receita investigará cerca de 1,5 mil suspeitos de irregularidades em operações na bolsa | |
| Diário Oficial publica regulamentação das profissões de motoboy e mototaxista | |
| Interior responde por quase 90% dos empregos formais gerados no Paraná | |
| Lei que regulamenta profissão vai ajudar 50 mil motoboys no Paraná | |
| Programa da Declaração do ITR estará disponível dia 10/8 na internet | |
| Norma altera substituição tributária no Supersimples | |
| Entramos na Era Digital, diz Nivaldo Cleto, um dos palestrantes da 15ª Convenção dos Contabilistas do Paraná | |
| Empresas do Supersimples poderão pagar menos ICMS | |
| Paraná tem nova pesquisa conjuntural de comércio | |
| Empresas de tecnologia da informação se unem para ganhar mercado |
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| Armando Tavares, memórias de um pioneiro da contabilidade maringaense | |
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Vidotti explica novo programa de parcelamento de dívidas federais
Maringá, 31|08|2009 O Sincontábil e o Instituto de Direito Tributário de Maringá organizaram reunião de trabalho na manhã da última sexta-feira (28) com contabilistas, advogados e o auditor fiscal e chefe da Seção de Orientação e Análise Tributária da Receita Federal do Brasil, Milton Vidotti, para abordar o novo programa de parcelamento de dívidas federais, normatizado pela Lei 11.941, deste ano (foto). Vidotti fez uma exposição de como a Receita Federal está viabilizando o atendimento à legislação e respondeu perguntas de contabilistas e advogados, a respeito de dívidas tributárias e previdenciárias. Sincontábil realizou treinamento sobre novo padrão de demonstração contábil
Maringá, 26|08|2009 O Sincontábil realizou ontem (25) mais um treinamento para capacitação profissional dos contabilistas, desta vez com a instrutora Lúcia Helena Briski Young abordando a Lei 11.638/2007 (foto acima), que entre outros dispositivos altera a forma de elaboração de balanços e demonstrações contábeis de muitas empresas brasileiras, para adequá-los ao padrão internacional de contabilidade. A nova regulamentação já está valendo para o exercício 2009, para sociedades anônimas e limitadas de grande porte. O treinamento foi acompanhado por 45 contabilistas, no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Maringá. Lúcia Helena é graduada em Direito, Ciências Contábeis e Administração e possui grande experiência como instrutora em treinamentos sobre assuntos tributários, societários e contábeis. É integrante do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário. Os próximos treinamentos do sindicato abordarão os assuntos Retenção Previdenciária e Medicina e Segurança do Trabalho, respectivamente nos dias 23 de setembro e 14 de outubro. As inscrições para os treinamentos devem ser feitas diretamente no sindicato. Mais informações no fone (44) 3026-6664. Comunicado sobre regularização de DMS Maringá,
26|08|2009 A diretoria do Sincontábil e alguns associados se reuniram na tarde desta última terça feira (25) com o Secretário da Fazenda de Maringá, José Luiz Bovo, o Chefe do Setor de ISSQN, Marco Antonio Lopes de Azevedo, e o Diretor de Tributação, Nelson Pereira da Silva, para discutir as dificuldades na regularização das ocorrências da DMS - Declaração Mensal de Serviços e sugerir a adoção de algumas medidas que torne exeqüível a regularização das referidas ocorrências. A grande dificuldade encontrada pelos contabilistas é que um grande número de empresas apresentam tais ocorrências na DMS, tornando insuficiente o prazo de 01/09/2009 estabelecido pela Prefeitura de Maringá para as regularizações necessárias. Após a discussão do assunto, foi formado um grupo de trabalho de contabilistas e servidores municipais com o objetivo de encontrar soluções práticas para os problemas elencados quando da elaboração da DMS. Dentre as sugestões de medidas já encaminhadas pelo Sincontábil, destacam-se: - A desobrigação de informação pelo tomador de serviços de valores considerados irrelevantes pela prefeitura (Exemplo: Notas Fiscais de Serviços abaixo de R$ 100,00 não seriam mais informadas pelos tomadores de serviços); - A implantação de análise crítica pelo sistema gerenciador do DMS, impossibilitando o tomador ou o prestador de serviços de informarem incorretamente alguns dados básicos como a série ou o número da Nota Fiscal; - Não considerar ocorrência quando houver apenas divergência de datas na confrontação de informações entre tomadores e prestadores de serviços, pois neste caso geralmente o tomador informa pelo regime de caixa enquanto o prestador informa pelo regime de competência; - Que as notificações e autuações por parte da Prefeitura de Maringá sejam emitidas somente para ocorrências geradas a partir de 2009, devendo as anteriores serem objeto de fiscalização. Estabeleceu-se também a realização de uma reunião no dia 31/08/2009 entre a Prefeitura de Maringá e a classe contábil, onde serão divulgadas as deliberações do grupo de trabalho sobre os procedimentos a serem adotados na elaboração da DMS e na regularização das ocorrências. Pedimos a colaboração da classe contábil e das empresas de serviços contábeis no encaminhamento ao e-mail sincontabil@sincontabil.com.br de todas as críticas, sugestões e dificuldades encontradas na elaboração da DMS. Estaremos direcionando estes questionamentos para o conhecimento da Prefeitura de Maringá e solicitando providencias para as regularizações necessárias. Estaremos divulgando em breve mais detalhes sobre esta reunião, na qual esperamos contar com sua valorosa presença. |
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| Praça de Atendimento da prefeitura muda horário de funcionamento A partir de 17 de agosto a Praça de Atendimento da prefeitura de Maringá, localizada no térreo do Paço Municipal, passará a atender em novo horário, das 9 às 17 horas, sem fechar ao meio dia. O atendimento será feito dando continuidade ao revezamento dos servidores, que já vem sendo realizado há algum tempo, com sucesso. Com a mudança a Prefeitura contribui com a alteração dos horários para os servidores e para os contribuintes, ajudando a reduzir o número de pessoas no transporte coletivo, nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, perto das 18 horas. Comunicado do Sincontábil - Gripe A
Orlando Chiqueto Rodrigues Prezados Contabilistas! Estamos vivendo um momento de incertezas frente à pandemia da gripe Influenza A H1N1. O recomendável, em razão dos desencontros de informações, é pecar por excesso e não por omissão. Vemos uma mudança drástica no comportamento do consumidor, que se refugia em sua casa com medo da nova gripe. Com isso, alguns setores da economia já sentem a queda de seu faturamento, como os restaurantes e as lojas de shopping. Nosso papel, enquanto contabilistas e também cidadãos responsáveis, é o de orientar nossos clientes em alguns aspectos importantes: 1º) Que as empresas do comércio varejista cumpram fielmente os novos horários de abertura e encerramento das atividades diárias, das 9:00 às 19:00 horas, entre os dias 11 e 21 de agosto, evitando assim a aglomeração no transporte urbano; 2º) A dispensa das funcionárias gestantes e dos transplantados, que compôem um grupo de alto risco de contágio da nova gripe; 3º) Que as empresas que comercializam produtos de prevenção contra a nova gripe, como máscaras e álcool gel, não majorem os preços, sob pena de advertência, notificação e multa por parte do Procon; 4º) Que os funcionários que apresentem os sintomas da gripe Influenza A H1N1 sejam afastados preventivamente do trabalho e encaminhados ao serviço de saúde para os procedimentos necessários, retornando ao trabalho somente após tratamento conclusivo; 5º) Que as empresas disponibilizem aos funcionários e clientes más-caras e álcool gel para a higiene pessoal, além de higienizar superfícies como mesas, maçanetas e telefones; Tão importante quanto as precauções com a saúde, tomadas a partir de pequenas atitudes no dia-a-dia, é não se alarmar com os boatos que estão sendo espalhados irresponsavelmente. Assim estamos cumprindo o nosso papel de agentes de transformação a serviço da sociedade. Comércio varejista muda horário para combater gripe A
Maringá, 11|08|2009 A prefeitura de Maringá, associações classistas e sindicatos criaram um comitê para combater a gripe A e evitar o contágio da população. O comitê está realizando reuniões diárias e anunciou ontem a alteração no horário de funcionamento do comércio, que será das 9 às 19h entre os dias 11 e 21 de agosto. Outra decisão dos sindicatos de empregadores e empregados do comércio varejista é a dispensa do trabalho, no mesmo período, de gestantes e transplantados. O horário de funcionamento de farmácias, autopeças, concessionária de veículos, shoppings e trabalhadores do setor de serviços não foi alterado. A alteração no funcionamento do comércio varejista é para melhorar o uso dos ônibus de transporte coletivo, evitando horários de grande movimento e concentração de pessoas. A dispensa de gestantes e transplantados do trabalho é porque eles contraem a gripe com mais facilidade do que as outras pessoas. O comitê deverá anunciar novas ações de combate à gripe, como o fechamento de boates, cinemas e praças de alimentação nos shoppings. Outras ações de combate à doença estão sendo implantadas em todo o Paraná, como interrupção das aulas em escolas e universidades privadas e administradas pelo Governo do Estado. As escolas administradas pela prefeitura de Maringá, destinadas a crianças, continuam funcionando. Os bancos paranaenses estão controlando o acesso de clientes ao interior das agências, mantendo as filas do lado de fora, ao ar livre. Os caixas, bancários que mantêm contato mais direto com os clientes, estão usando máscara de proteção. Orientação aos encarregados de departamento pessoal Mudança de horário do comércio foi regulamentada em aditivo da convenção coletiva de trabalho e não gera obrigações adicionais, como pagamento de horas-extras, etc. Também não pode haver desconto no salário das gestantes e transplantados. Empresários votam; SindiMed continua
Sodré Júnior O SESCAP-PR realizou nesta quinta-feira (6), no auditório da sede regional em Maringá, a Assembléia Geral Extraordinária, em que foi votada a pauta com o pedido de elaboração de Termo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho – 2009/20010 -, com abrangência apenas para as empresas de serviços contábeis da cidade de Maringá para a concessão de Assistência Médico-Ambulatorial e Odontológica prestados pelo SindiMed (Serviços Sociais de Maringá). A Assembléia, dirigida pelo presidente do SESCAP-PR, Mário Elmir Berti, aprovou por 20 votos contra 1, a elaboração do termo aditivo cujos valores são retroativos ao mês de junho. Com o documento, a contribuição por funcionário passa para R$ 22,70 (vinte e dois reais e setenta centavos) e a contribuição mínima de cada empresa passa para R$ 68,10 (Sessenta e oito reais e dez centavos). Vale lembrar que toda empresa de serviços contábeis ou, mesmo, profissional liberal que tenha ou ofereça a seus funcionários assistência médica igual ou superior a oferecida pelo SindiMed, fica desobrigado do recolhimento compulsório. Para isso é preciso enviar uma correspondência ao SindiMed, informando a situação. Panorama Noventa e oito empresas de serviços contábeis de Maringá utilizam o Sindimed. No período de setembro/2001 a Julho/2009 foram atendidas 1.051 pessoas, totalizando no mesmo período 11.949 atendimentos. Isto significa uma média de 127 atendimentos por mês, 6 por dia. Para o empresário de serviços contábeis José Vanderley Santana o “sistema é bom e funciona”. Carlos Rodrigues, empresário do setor, elogiou o atendimento. “Das vezes que precisei eu fui muito bem atendido”, relatou. Para o empresário contábil Orlando Chiqueto Rodrigues o dono da empresa também se beneficia. “A parceria não é válida somente para colaboradores, mas para o empresário também”, complementa. O diretor regional do SESCAP-PR, em Maringá, Antonio Romero Filho, agradeceu a presença dos representantes empresariais e estendeu um convite aos presentes para participarem das atividades que a entidade realiza na cidade.
Armando Tavares doa máquinas para o museu dos contabilistas
Maringá, 06|08|2009 O contabilista Armando Tavares doou recentemente uma máquina de calcular e outra de escrever ao Museu Itinerante dos Contabilistas. A entrega foi feita aos diretores do Sincontábil, Odair Domingos Figueiredo e Denisa Maria Borçato e as máquinas serão expostas em eventos futuros dirigidos aos contabilistas e acadêmicos de Ciências Contábeis. Tavares é um pioneiro maringaense. Ele concluiu o curso técnico em contabilidade em maio de 1953, na Escola Coelho Neto, em Santos-SP, e um ano depois veio para Maringá acompanhado da esposa Maria Hylma. Durante mais de vinte anos trabalhou na Germani, empresa dos irmãos Guido e Emílio, com ponto de venda na Avenida Getúlio Vargas (na época chamava-se Ipiranga) e fábrica de colchões na Avenida Mauá. Nos anos 1968 e 69 foi sócio de Ebal Dezontine no Escritório Santista de Contabilidade e a partir de 1970 trabalhou no ramo atacadista, na empresa Irmãos Agostinho. Também manteve negócios no ramo de copias e criou a Copicentro e Copiadora Tavares, em 1975, onde ainda mantêm expediente durante algumas horas do dia, ajudando um dos filhos na administração da empresa. As máquinas doadas ao museu eram de uso pessoal de Tavares. O Museu Itinerante dos Contabilistas é mantido em parceria entre o Sincontábil e a Unifamma - Faculdade Metropolitana de Maringá. O site do sindicato reproduz texto escrito por Tavares, para integrar o acervo de documentos da prefeitura de Maringá relacionados aos pioneiros que colonizaram a cidade. Clique aqui para ler o texto. Empresas de tecnologia da informação se unem para ganhar mercado
Dirceu Herrero Processo de organização iniciado em 2006 tem contribuído para diminuir a falta de mão de obra qualificada e garante mais visibilidade dos serviços maringaenses no mercado nacional Na área de tecnologia da informação, Maringá é um dos mercados mais importantes do Estado e, em fase de ganho de visibilidade, o segmento já se dá o direito de sonhar em ser a capital brasileira de software. Tudo isso graças à qualidade dos serviços e à iniciativa tomada em 2006 de organizar o setor. Uma das medidas para obter esses resultados foi unir as empresas por meio da criação da APL de Software de Maringá e Região e da Associação das Empresas de Software de Maringá (Software By Maringá). De acordo com o coordenador do APL, Sérgio Yamada, em 2006 a situação mais crônica era a falta de mão de obra qualificada. Outro ponto destacado é que os empresários não sabiam como extrapolar as fronteiras de Maringá . “Com a criação da APL e Software By Maringá conseguimos desenvolver várias ações que resolveram, pelo menos parcialmente, os problemas do setor, principalmente da falta de mão de obra”, declara. Entre as ações está o Programa Saber TI, curso de programador que recruta jovens do ensino médio. “Já estamos concluindo a terceira turma, com previsão de formar 60 alunos este ano e mais 30 até meados de 2010”, afirma. A representação do setor também conquistou para Maringá fundos do governo federal para aplicar o curso de programador do Plano Territorial de Qualificação (Planteq), que já formou 40 alunos. “Daqui a 60 dias vamos saber se a cidade vai receber mais recursos para a abertura de uma nova turma”, informa. Ele acrescenta que a integração entre as empresas e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e o Centro Universitário de Maringá (Cesumar) tem permitido alinhar as expectativas de formação de mão de obra. O segmento também busca tornar o Paraná referência nacional e internacional. Para isso, com o auxílio do Sebrae-PR, será estabelecida uma rede de APL de Software em todo o Estado. Nesse contexto, e com o objetivo de otimizar a participação fora do País, oito empresas de Maringá estão buscando a certificação de processo CMMi / MPS-BR. A DB1 é uma delas que, inclusive, vai oferecer no dia 12 de agosto um workshop sobre fusões de empresas do setor e formas e ações governamentais de apoio para a exportação de software. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail secretaria@softwarebymaringa.com.br ou pelo telefone (44) 3026-1562. Prosperar para o APL O Sebrae/PR é um dos integrantes da governança do APL Software e trabalha com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas do segmento. Para isso, o consultor e responsável pelo projeto da APL Software, do Sebrae em Maringá, Wendell Gussoni, informa que foi lançado na cidade e região, no último dia 10, o Programa de Excelência em Performance Empresarial (Prosperar) para as empresas do APL Software. A intenção é ajudar os empresários do setor a medir a evolução de seus negócios por meio de indicadores e critérios de qualidade. Inscrições estão abertas no Sebrae pelo telefone 3220-3474. Armando Tavares, memórias de um pioneiro da contabilidade maringaense
O texto a seguir foi escrito pelo contabilista Armando Tavares, para integrar acervo de documentos da Prefeitura do Município de Maringá, relacionado aos pioneiros que colonizaram a cidade e região. Meu pai, JOSÉ TAVARES, filho de Manuel Tavares e de Joaquina Martins da Costa (lavradores), nascido em 9 de maio de 1900, em Regoufe, da freguesia de Covêlo de Paivó, em Portugal. (falecido em Santos, SP. Em 20 de dezembro de 1963). Minha mãe, JOSEFA RUIZ DA LA CRUZ GARCIA, filha de Don Gregório Ruiz Garcia e de Maria de la Cruz Garcia Freita, nascida em 22 de junho de 1910 em Usagre, província de Badajós, em Espanha. (falecida em Santos, SP em 19 de dezembro de 1992) Casados em Santos, Estado de São Paulo aos 18 dias de setembro de 1926. Deste casamento ainda vivos, tiveram os filhos DANIEL TAVARES, nascido em Santos, Estado de São Paulo, aos 16 dias de Julho de 1929; ARMANDO TAVARES. nascido em Santos, Estado de São Paulo, aos 12 dias de junho de 1934 e OSWALDO TAVARES, nascido em Santos, Estado de São Paulo, aos 9 de julho de 1937. Nasci numa rua chamada Caiubí na parte antiga de Santos e puxando pela memória alguns flashes aparecem em minha memória. Como quando meus pais tinham o comércio de quitanda e como eu era muito novo, deixavam-me numa caixa forrada para poderem atender os fregueses. Lembro-me também que tinha uma barbearia no vizinho e que a filha do vizinho me levava e me sentava na cadeira de barbeiro e me assustava com o esguicho de água. Acho que nesta época eu caí da varanda de um sobrado na Rua São Francisco e quebrei o nariz, sorte que morávamos bem em frente a um hospital; não morri porque ao cair enrosquei num varal de roupa que amorteceu a minha queda. Numa outra ocasião quase cortei o dedo polegar da mão esquerda com uma machadinha. Numa outra época meu pai tinha comercio de sacaria e me lembro subindo pilhas de sacaria vazia. Mudamos para a rua Cristiano Otoni, eu devia ter mais ou menos 7 anos. Foi quando meu primeiro dia de escola, no Grupo Escolar Municipal Bartolomeu de Gusmão, todo pessoal de minha idade, com lanches e me chamou a atenção de um garoto que estava com um cacho de bananas enorme (era o lanche dele). Iniciei o curso primário no Colégio Municipal Bartolomeu de Gusmão em 1942 e terminei em 1946 pelo Grupo Escolar Municipal “Olavo Bilac”. Iniciei o curso ginasial em 1947 e terminei em 1950 pelo Colégio “Tarquínio Silva”. Como optei pelo curso de técnico em contabilidade iniciei em 1951 na Escola Técnica de Comércio São Paulo e em 1952 e 1953 cursei e terminei o curso na Escola Técnica de Comercio “Coelho Neto” recebendo o titulo de “Técnico em Contabilidade”. Mudamos para o bairro do Marapé, Rua Bento de Barros nº11, onde passei a estudar no Grupo Escolar Municipal Olavo Bilac, época em que terminei o curso primário. Mudamos para o bairro da Ponte Vermelha, Projetada 107, depois, Rua Particular de Carrilho, perto do Estádio do Santos Futebol Clube e da Portuguesa Santista. E seguindo meu irmão Daniel, passei a fazer o curso de técnico em contabilidade, pelo Liceu São Paulo e depois pela Escola Técnica de Comércio Coelho Neto, onde me formei Técnico em Contabilidade. Aqui vivi minha adolescência, com muitas companheiras e companheiros, permanecendo uma amizade forte com um companheiro que se tornou muito amigo, chamado Raul Simões, foi nessa época que freqüentávamos bailes, matinês do Centro dos Estudantes de Santos, e muitos outros inclusive “furando” festas de casamento, onde normalmente tinham bailes. Todos os sábados e domingos tínhamos um baile para ir, éramos “vidrados” em festas em que havia baile. Na Rua Particular de Carrilho na Ponte Vermelha, ajudei meu pai em trabalhos manuais um tanto rudes; ajudei a fabricar tambores para lixo, cortando tambores vazios de gasolina ou óleo de 100 litros, no meio com talhadeira e marreta fazendo acabamento dobrando a parte de cima e colocando dois puxadores com rebites, dando finalmente o acabamento com pintura com tinta à óleo preta. Houve um período em que fabricávamos fogões à carvão, abrindo latas de óleo vazias de 20 litros, instalando uma armação de tijolos e grelha e acabamento meio rústico; mais tarde, conhecemos um italiano, lembro ainda o nome dele “José San Severino” que nos ensinou a fabricar fogões com pernas de folhas de flandres, presos com rebites e armação de tijolos e grelha, finalmente com acabamento com tinta preta para chassis, ficaram bem parecidos pelos fabricados por uma industria de São Paulo. Até que meu pai vendia bastante o problema era que os operários eram eu e meu pai e nós não dávamos conta. Meu irmão Daniel já estava trabalhando numa empresa de despachante aduaneiro; e, terminando o primário (14 anos) minha mãe e meu pai, resolveram que o melhor era eu também trabalhar fora, pensando no meu futuro. Meu irmão Daniel, nesta altura estava trabalhando no IAPETC (Instituto de Aposentadoria e Pensões de Empregados em Transportes e Cargas) e casualmente estavam contratando “contínuos” (Office Boy) e consegui um lugar. Infelizmente ou felizmente, não durou muito tempo: Um dia estava eu em meu posto, quando um colega também “contínuo”, resolveu vir no meu andar e me tomar um lápis; eu não deixei e quando estávamos no corpo a corpo disputando e bendito lápis, a porta do elevador se abriu e, demos de cara com o delegado do IAPETC. Não demorou 15 minutos e estávamos os dois na rua, não quiseram nem saber quem tinha razão, os dois fomos para a rua despedidos. Meu pai me arrumou mais tarde serviço na firma S/A Levy Comissária e Exportadora de Café, onde comecei em 1947, como office-boy sem qualquer registro e como agradei, registraram-me em 1º de fevereiro de 1950 como “auxiliar de escritório”. Foi uma época muito boa, comecei a aprender a lidar com o meu dinheiro. Meu salário, assim como o de meu pai e meu irmão Daniel, todos os meses eram entregues ainda no envelope para minha mãe, que era a “financeira” da casa. Ela controlava bem o financeiro, tinha verba para o Daniel, tinha a verba para mim que era para o bonde e para algum salgadinho; nos domingos tinha verba para algumas coisas extras. No trabalho, no serviço externo eu era ligeiro, fazia os serviços como se todos fossem com urgência e voltava logo para o escritório. No serviço interno eu era muito curioso, queria conhecer o serviço de todos. Como a empresa era exportadora de café, toda a correspondência e telegramas codificados eram na língua inglesa, e assim me vi estudando numa escola de cultura americana o que me facilitou bastante no escritório porque assim às vezes passavam para mim datilografar alguma carta em inglês, rascunhada pelo chefe; paralelo às cartas aprendi a receber e passar telegramas codificadas em inglês. Os salários dos funcionários da empresa eram relativamente pequenos, como eles diziam, o suficiente para viverem relativamente bem. No final de cada ano após balanço geral, a empresa distribuía para cada funcionário uma gratificação de acordo com o desempenho da empresa; dependendo do ano, recebia-se 10, 15. 50 100 salários de gratificação anual. Era como ganhar na loteria, só que dependia dos resultados da empresa. Não lembro e não consigo precisar mas, mais ou menos 1949/1950, só sei que foi um ano de ouro para o café, mas, nessa gratificação que ganhei, foi o suficiente para comprar para mim, uma bicicleta nova Hercules verde, a primeira condução da família e ainda foi uma boa parte de pagamento, cerca de CR$30.000,00 para a compra da casa da família sito à Rua Alfredo Albertini nº 277 em Santos. SP., compra esta bastante incentivada pela minha avó (Abuela), minha mãe e, com aval de meu tio Paco (Francisco), irmão de minha mãe. Finalmente a partir daqui, passamos a morar em nossa casa própria. A casa estava feia, cerca arrebentada, casa em alvenaria de tijolos, com porão de mais ou menos 2,00 de altura. A parte de cima sobre piso de madeira. Começamos uma reforma para deixar a casa em condições de morar. Terminada a reforma chegou a vez da pintura. Como sempre minha avó (Abuelita) preparou as tintas e pintava as partes baixas e eu e Daniel pintávamos as partes mais altas. Tudo bem até chegarmos a parte externa. O forro do beiral ficava a mais ou menos 6 metros e não tínhamos escada. Achamos a solução pegando as duas mesas da sala e colocamos a escada em cima delas. Eu lembro que peguei o pincel e a lata de tinta e subi de um lado da escada e o Daniel do outro lado. Quando cheguei ao topo senti que o beiral subia. Na realidade, contaram-me depois, eu é que descia com pincel e tinta me esborrachando no chão. Como não amarramos os dois lados da escada, ela se abriu e eu e Daniel rolamos lá de cima, como eu estava mais alto meu tombo foi maior. Foi o susto e escoriações; o resultado é que chamamos um pintor profissional e ele acabou de pintar o beiral da casa. Com a mudança para Rua Alfredo Albertini, continuamos eu e meu amigo Raul, a freqüentar bailes, irmos à praia do José Menino (canal 1), jogávamos voleibol ou banhos de mar ou ainda vendo as meninas. Num dos frequentes bailes, num domingo no Hotel Palace na praia de José Menino, conheci uma bela morena, linda mesmo, e quando nossos olhares se cruzaram, não sabíamos ainda, mas ia ser para sempre. Conversamos e quando terminou o baile fui levá-la em casa dela à Rua Alfredo Schamas nº 20 que, casualmente era a uma quadra onde eu morava. HYLMA SALGADO CESAR, nascida em Santos aos 27 dias do mês de novembro de 1933; filha de Ary Salgado Cesar e Hylma Salgado Cesar (mãe), tinha dois irmãos mais novos: Roberto e Naysa. O pai era funcionário público do Estado de São Paulo e a mãe era funcionária pública da Prefeitura Municipal do Guarujá. Foi emocionante o dia que conheci a mãe dela. Namorávamos no portão da casa dela, ela do lado de dentro e eu do lado de fora. Da porta da casa até o portão era uma descida forte e o piso era de cerâmica encerada; Resultado ela veio me conhecer e na descida ela escorregou e se “esborrachou” batendo forte no portão onde eu estava. Ficou aquela situação, eu do lado de fora sem poder ajudar, Maria Hylma ria às gargalhadas e minha futura sogra, com aquela fleuma como se não tivesse acontecido nada, levantou-se e me cumprimentou. Muito prazer. E rimos todos bastante. Na casa dela moravam também a avó paterna Dona Cotinha e o tio por parte do pai, Mario. Freqüentavam também a casa a Nana (uma tia que criou dona Hylma) e um primo que chamavam de Sinhô. Enquanto em período de namoro, freqüentei muito a casa e me apeguei muito a todos daquela casa, mais afetivamente à Dona Cótinha e à Nâna (eram minhas aliadas). Namoramos bastante, como morava distante menos de 200 metros, cada folga de horário de trabalho ou de escola, lá estávamos nós juntos namorando, e sábado à tarde e domingo então era o dia inteiro e a noite também; freqüentávamos bastante a bailes do Centro dos Estudantes de Santos, e onde houvesse baile; domingos de manhã praia. Bons tempos aqueles e aproveitamos bastante. Passeios ao Monte Serrat, Orquidário, e Aquário Municipal na Ponta da Praia. Fizemos passeios na Colônia de Férias do Sesc em Bertioga em 09/1953; uma outra vez à Santo André no Clube Atletico Aramaçã em 21/04/1953; Praia da Enseada, Praia de Pernambuco, Praia do Astúrias, Praia das Galhetas em Guarujá em Maio e Julho de 1953; Morro de Santa Terezinha em Julho de 1953; na General Motor em São Caetano, na Ilha Pochat; outro passeio feliz foi em Termas de Lindóia já em fevereiro de 1955. aliás último passeio em tempo de solteiros. Em março de 1953 Maria Hylma formou-se no curso de corte e costura com uma bonita festa e logicamente baile na Sociedade Humanitária de Santos. Em 18 de dezembro de 1953 me formei “Técnico em Contabilidade”, houve a colação de grau em solenidade no Clube Atlético Santista, dos Contabilistas de 1953, pela Escola Técnica de Comércio “Coelho Neto” O ano de 1955 foi um ano de grandes decisões; na volta do passeio que fizemos à Termas de Lindóia em fevereiro de 1955, eu e M.Hylma, achamos que estava na hora de pensarmos em nossa futura vida em comum. Analisamos nossas possibilidades de ganhos e chegamos a conclusão que casar e ficar em Santos, São Vicente e bairros adjacentes, a única possibilidade era morarmos ou na casa de meus pais ou na casa dos pais dela. Não era bem isso que queríamos. A firma em que eu trabalhava, tinha na ocasião um ponto de compra com máquina de beneficiamento de café na cidade de Maringá, no Estado do Paraná; acabei sabendo que estava também em Maringá o filho de um casal de espanhóis, muito amigos de minha avó e minha mãe, chamado Cruz Barroso de Rivas, que nós já o conhecíamos quando éramos mais novos, e, tínhamos também um irmão de um colega que estudou comigo chamado Ebal Dezontini. Em minha casa, conversei com minha família, meu pai, minha mãe, minha Abuelita e meu irmão mais velho Daniel. De princípio acharam que eu estava louco, que eu só tinha 20 anos (iria completar 21 somente em junho) etc. etc. mas acabei por fim fazer valer minha vontade de querer casar. Tendo o apoio de minha família, confirmei minha intenção junto à M.Hylma e à família dela que, também concordaram com nosso casamento e pretensões futuras.. Em meio aos preparativos para o casamento que ficou marcado para 28 de junho de 1955, conversamos bastante sobre como faríamos com a situação financeira e, concordamos em eu tirar férias e irmos após o casamento, para Maringá e, durante as férias tentar encontrar trabalho e ganho suficiente para vivermos lá. Conversei com o chefe do escritório Sr. Demétrio Silva que foi meu padrinho no casamento, e ficou combinado que eu ficaria de férias durante 30 dias, deixando também assinado minha carta de demissão logo após as férias. Si eu voltasse à Santos ele rasgaria a carta de demissão e si eu ficasse em Maringá, daria entrada da carta de demissão. Com o máximo de economia, foi realizado nosso casamento dia 28 de junho de 1955 no civil e no religioso na Igreja do Embaré. Recebemos muitos presentes dos parentes e amigos e dos colegas funcionários da S/A Levy ganhei o presente em dinheiro. Para nossas despesas em Maringá do dinheiro que conseguimos juntar fiz uma transferência por cheque do Banco Brasileiro de Descontos S/A. no valor de CR$25.005,00 (meu salário na época era de CR$3.000,00 mensais). Após o casamento e recepção partimos de Santos em “Lua de Mel” e pernoitamos em São Paulo. Após almoço, fomos para o aeroporto e embarcamos num avião “Douglas” da “Real” e após mais ou menos duas horas descemos em Mandaguari porque tinha chovido e não podíamos descer em Maringá, conforme já nos tinham avisado. De Mandaguari à Maringá viemos numa “jardineira” da “Garcia” aonde chegamos aproximadamente às 18 ou 19 horas, já noite escura na estação rodoviária na hoje chamada Praça Napoleão Moreira da Silva. Apareceu um rapaz oferecendo um bom hotel no centro, etc.; Cansados acompanhamos o rapaz que nos levou pela Avenida Duque de Caxias até a Avenida Tamandaré, paralela à estrada de ferro, e entramos numa construção de madeira que ele chamou de hotel. Fizemos a ficha de entrada com uma iluminação muito ruim e seguimos para o quarto reservado. E agora? olhei para Maria Hylma e ela para mim. E agora? Resolvi: Vou procurar o Cruz Barroso.... e ela: eu vou junto, não vou ficar aqui. Fechamos o quarto e saímos tomando um táxi que nos levou na loja de sacaria do Cruz Barroso, na Avenida Brasil, perto da Igreja São José. Falamos com o sr. Miguel Zaponi que era proprietário do imóvel e ele nos informou que o Cruz deveria estar jantando no Hotel Líder na Rua Bandeirantes, hoje Rua Joubert de Carvalho nº 1280. Tivemos sorte, ele estava lá e recepcionou-nos com alegria. Quando falamos onde estávamos, ele respondeu que lá não era lugar de ficar e, falando com o dono do Hotel Líder, conseguiu para nós um quarto no andar de cima e, imediatamente fomos buscar nossas malas naquele “muquifo”, e ficamos hospedados no Hotel Líder. Era domingo, jantamos ali mesmo, conversamos bastante com o Cruz e cansados fomos ajeitar nossas malas e dormir. Na manhã seguinte após o café da manhã, verificamos que o hotel era em alvenaria e de boa apresentação, fomos conhecer as redondezas: não existia calçada e muito menos ruas pavimentadas, tudo era terra vermelha, somente na Avenida Ipiranga (Getulio Vargas) tinha um trecho que era de paralelepípedos, onde já existia o Cine Maringá. Nos primeiros dias conhecemos mais dois santistas, que foram muito importantes no início de nossa vida em Maringá: Enzo Scarlate (funcionário de Cruz Barroso) que me levou a diversos lugares, apresentando-me em diversas empresas e pessoas, como candidato a um emprego. Também procurei e me apresentei ao irmão de um amigo meu de Santos, Ebal Dezontini, na época contador da SINOP e quando disse que procurava trabalho, pediu-me para escrever um trecho escrito manual e após olhar o escrito disse a sua maneira franca e direta “nossa, que letra horrível”, foi sempre um grande amigo e companheiro. A primeira visita a procura de trabalho foi, naturalmente a Maquina de Café de propriedade da firma onde eu trabalhava em Santos, onde conversei com o gerente Leonardo Levy, que recebeu-me muito bem mas estava com a equipe completa no momento. A segunda visita foi na Cafeeira Morais Barros, onde procuramos um primo do pai de M.Hylma, que era um dos sócios da empresa sr. Rui de Moraes Barros, que recebeu-nos muito bem e levou-nos para almoçar na casa deles, apresentando-nos sua esposa Gyselda. Após agradável almoço, desejou-nos boa sorte e disse para contarmos com ele para o que precisássemos. A titulo de experiência, por indicação de Enzo e Cruz, comecei a trabalhar numa máquina de café de propriedade do pioneiro Mario Rossi, no Maringá Velho, onde fiquei uns 10 a 15 dias, mas, não era minha área e saí. Um fato interessante: Um dia um sitiante levou umas amostras de café em coco e o Sr.Mario após descaroçar o café e fazer os cálculos deu o preço ao que o sitiante não concordou e pediu para devolver o café descascado. Após muita discusão ficou com a amostra e empurrou aos trancos o sitiante finalizando com um pé no traseiro do sitiante. Nesse meio tempo, o Enzo e o Cruz, continuaram procurando alguma coisa ligada com contabilidade porque eu tinha um diploma de “técnico em contabilidade” de 1953 que poderia me valer de alguma coisa. Arranjaram serviço na Serraria Werneck de Waldomiro Werneck também pioneiro, na Avenida das Industrias, como auxiliar de contabilidade e fiquei mais ou menos uma semana. Tinha um contador italiano que mal falava o português e acho que não gostou de minha presença. Finalmente também com indicação do Enzo e do Cruz fui admitido na firma E.Germani & Cia. em julho de 1955 na Avenida Ipiranga (hoje Avenida Getulio Vargas) nº 50, onde primeiramente conheci o Sr.Guido Antonio Germani (contador e sócio) e depois o sr. Emilio Germani que estava em Santos, resolvendo problemas familiares. A empresa tinha a loja na Avenida Ipiranga (hoje Getulio Vargas) nº 50 e uma fábrica de camas “patente” na Avenida Mauá. Aqui deu muito certo, o Guido foi me orientando sobre contabilidade e eu fui aprendendo a fazer todos os serviços da loja. Éramos só nós treis e o único empregado era eu. Valeu a pena e eu estava com a corda toda, tinha que dar certo e eu dei tudo de mim, tinha muita necessidade de que desse certo. Um fato importante pela novidade e pela catástrofe: Em 31 de Julho de 1955 fomos ao Cine Maringá, na Avenida Ipiranga, e assistíamos a dois filmes: me lembro que era sobre uma nevasca num laranjal e o outro era no pólo norte, geleiras e mais geleiras; no cinema estava muito frio e eu achava que era influência dos filmes, e após algumas reclamações de M..Hylma, resolvemos sair, e, quando chagamos na rua deparamos todos os carros com uma camada de gelo. Para nós uma novidade nunca vista, mas estava muito frio e fomos direto para o hotel e nos enfiamos em roupas de lã e debaixo de cobertas. No café da manhã, saímos um pouco na rua e ainda tinha muitos lugares com gelo, se tivesse uma torneira fora da casa, não saia água porque estava congelada. Quando cheguei no Germani, estava com roupa de lã, com casaco e luvas porque o frio era forte, tinha dificuldade de me movimentar, escrever à máquina (datilografar) nem pensar porque os dedos estavam completamente duros. O Guido ria de mim mas, ele estava acostumado com o frio e eu não. A loja do Germani era como um centro comunitário, aparecia gente de todo lado para comentar os acertos e desacertos de tudo o que acontecia na cidade e região e, com a geada então se tornou como um muro de lamentações, todo mundo desesperado, fazendeiros chorando, era uma coisa que eu nunca tinha visto, um caos. Nessa época veio de Santos os Snrs. Demétrio Pereira da Silva, chefe do escritório e meu padrinho de casamento e o sr. Renato Levy, sócio da empresa em que eu trabalhava eu Santos, afim de verificarem os prejuízos pela queima do café. Chamaram-me e após explicarem-me as conseqüências da terrível geada no Norte do Paraná, o prejuízo foi enorme para todos, não foi só para quem tinha os pés de café, mas para todos, lavoura, comércio, indústria, serviços, porque toda a região dependia quase que exclusivamente da produção do café, etc., etc. e ofereceu o meu emprego de volta em Santos. Agradeci e pedi dois dias para resolver. No final do dia após fechar a loja, procurei o sr.Emilio Germani e comentei a conversa com meus ex-empregadores. Após os comentários sobre as conseqüências da geada, ficou-me gravada as palavras finais do Sr.Emilio Germani: “Estas crises, como a geada, por vezes é ruim, mas tem seus pontos positivos, vão-se embora os aventureiros e ficam os corajosos, que têm fé e acreditam em Maringá, e aí tudo melhora. Eu confio em Maringá”. No dia seguinte, após conversar com minha esposa e com sua concordância, dei a resposta a meus ex-empregadores, agradecendo-lhes a bondade da proposta: “Eu fico em Maringá”. Apesar de todas as dificuldades e prejuízos, ficam as esperanças de que tudo crescerá de novo, novos dias virão. Solucionamos o problema de aluguel de casa, que não era fácil. As casas eram muito ruins, em geral eram casas de madeira com água de poço raso e banheiro fora de casa, as boas eram caras. A solução foi um acordo entre eu, minha esposa, e o casal Enzo e Elizalande Scarlate e o solteiro e amigo Cruz Barroso. O Enzo arrumou e alugamos uma casa grande na Rua Martin Afonso nº 814 na zona 02. A casa tinha 3 quartos, sala, cozinha, banheiro com chuveiro dentro da casa, luz elétrica, a água puxada com motor/bomba para caixa d’agua e um belo quintal. Armando/Hylma compraram móveis do quarto e da sala; Enzo/Landa compraram móveis do quarto e cozinha e o Cruz os móveis do quarto dele. Dividimos o aluguel pelos três. Acomodamo-nos bem porque o Cruz Barroso saia de manhã e só voltava à noite. O casal Enzo/Landa, almoçavam na casa dos pais do Enzo; praticamente ficávamos eu e M.Hylma ocupando por mais tempo a casa. A dificuldade para lavar roupa era um sacrifício enorme para as donas de casa, tinham que esfregar a roupa e depois colocadas no varal, e quando recolhidas já secas, estavam sujas pela poeira marrom outra vez. Nosso divertimento nessa época era ir ao cinema, ir ao Horto Florestal, raramente ao baile no Aéro Clube de Maringá e outras vezes simplesmente passear pelas ruas de Maringá. Na esquina da Avenida Ipiranga (Getulio Vargas) com a rua Aquidabam que depois passou a ser Rua Deputado Néo Alves Martins, estava instalada a Coletoria Estadual do Paraná em Maringá, onde era coletor o sr. Néo Alves Martins que mais tarde foi eleito deputado. Quando chegamos em Maringá era prefeito o sr. Inocente Villanova Junior do PTB, para a gestão administrativa de 14/12/1952 a 14/12/1956., era vereador na época Basílio Sautchuck, Jorge Ferreira Duque Estrada, Arlindo de Souza, Napoleão Moreira da Silva, César Haddad e outros. Em 26 de outubro de 1955, às 18 horas nasceu nosso primeiro filho Renato Tavares, pesando 2,250 quilos, com estatura de 0,55 cms., com a presença da avó, dona Hylma Salgado César, sendo atendido pelo Dr. Galileu Pasquinelli Filho, que teve mais trabalho com a avó da criança do que com a mãe, no Hospital e Maternidade Modelo de Maringá, onde hoje está construído o Shopping Aspen Park. As primeiras visitas foram: Elizalande Scarlate, Emilio Germani e Dona Elza, Guido Germani e dona Maria, Caetano Masson, Armando Bettinardi, Benedita. Renato foi batizado em 03/11/1956 sendo padrinhos os avós Ary Salgado Cesar e Hylma Salgado Cesar. Passados algum tempo Cruz Barroso casou e comprou casa; O casal Enzo/Landa mudaram-se para Santos e nós, eu, M.Hylma e nosso filho Renato, ficamos sós na casa alguns anos. Foi uma grande felicidade e muita sorte ter sido admitido na firma E.Germani & Cia, em 1955. foi lá que durante mais de dez anos, compartilhei e aprendi a trabalhar com companheirismo, trabalhava-se com vontade, com prazer, sempre fui tratado com muito companheirismo, com muita amizade; recebia conselhos, aprendia o relacionamento familiar com os dois irmãos Emilio e Guido, com suas esposas Dona Elza e Dona Maria e também com os filhos. Com companheiros de trabalho lembro bastante dos amigos. Caetano Masson, Armando Bettinardi, Mario Medeiros de Carvalho e outros. Em 1957 uma das grandes construções foi o Grande Hotel, que hospedou grandes personalidades brasileiras e internacionais como os então Príncipe Akihito e Princesa Mitiko (hoje imperadores do Japão) ficou o mais suntuoso hotel da região, de propriedade da Cia.Melhoramentos Norte do Paraná, sendo o seu primeiro gerente o Dr.Herbert Mayer. No final de 1956 tivemos também a eleição para prefeito, sendo eleito o sr. Américo Dias Ferraz (PSP), que ficou famoso pela construção de uma fonte luminosa, orgulho do povo na época, na Praça Raposo Tavares. Por ocasião do 10º aniversário de fundação de Maringá, em 10 de Maio de 1957, estava na calçada da loja de E.Germani & Cia na Avenida Ipiranga nº 50 (hoje Avenida Getulio Vargas onde está hoje o Restaurante Calçadão), assistindo ao espetáculo aéreo de aviões da FAB, quando um destes aviões deu um “rasante” quase na altura dos fios que atravessavam a avenida, tão baixo que não perceberam os dois mastros de bandeira que havia na Praça Raposo Tavares, batendo com a asa esquerda num dos mastros (de cano galvanizado), espatifando-se no páteo em frente à antiga estação ferroviária, bem onde tinha uma grande caixa d’agua. Estive no Grande Hotel onde estavam hospedados os oficiais da aeronáutica, apesar dos semblantes sérios, comentaram que estes acidentes são fatalidades que acontecem e que todos estão preparados para estes acontecimentos. Em 24 de outubro de 1957, outra grande festa foi a posse do primeiro Bispo Diocesano de Maringá, Don Jaime Luiz Coelho, e, aproximadamente dois anos depois iniciou-se a campanha para construção da Catedral, do qual participei com muito trabalho junto com meu compadre José Juan Requena com a barraca espanhola, onde chegamos a trazer a Orquestra Cassino de Sevilha que apresentou um grande show. No inicio de 1959, graças à coragem de alguns gerentes de bancos, consegui comprar uma data. Sempre que podia, mensalmente fazia pequena reserva do que “sobrava” ou nós fazíamos sobrar no mês, para tanto principalmente consegui comprar uma ½ data na zona 2 de esquina; na base do “papagaio bancário”; O primeiro com o amigo Cláudio Schiarpa para 90 dias. Como não tinha dinheiro suficiente para liquidar tudo, fazia outro “papagaio”em outro banco (Góes do Sul Americano), mais 90 dias, passava para outro banco (Nelson Gaburo do Noroeste), mais 90 dias, passava para o Banco Nacional com Ermelindo Bolfer, ou ainda com o Banco Bahia com o Thomaz Aquino Negreiros, e assim sucessivamente reduzindo a divida a cada renovação até a liquidação final, procurando nunca renovar no mesmo banco, pagando direitinho nos vencimentos. O mesmo sistema foi aplicado na compra de nossa primeira residência em 16/02/1959, uma casa de madeira, sito à Rua Pintanina nº 161 (hoje Dr.Arion Ribeiro de Campos) na zona 2, com cozinha, fogão à lenha bem montado em tijolos e rebocado de vermelhão e alisado, a cozinha era toda preta de fuligem e gordura nas paredes e teto, a água era tirada do poço com um “sarilho”, corda de cizal e um balde de zinco, puxados à manivela de madeira.. Dei parte de pagamento com dinheiro que meus pais me mandaram de Santos (trinta mil cruzeiros) mais um “papagaio” no banco e liquidei, providenciando logo a escritura definitiva. Os “papagaios” foram sendo liquidados graças aos gerentes de bancos que me deram crédito na época. Nesta casa, por necessidade, é que aprendi a ser “pedreiro”, “carpinteiro”, “eletricista”, “pintor”, etc.etc.etc.e aos poucos fui melhorando as condições de morada de minha família. Durante este período, duro, com muito trabalho, aprendi minha profissão de contador e todo o serviço de escritório, ajudei a carregar e descarregar mercadorias da loja (bombas d’agua, motores mas ainda o pior era descarregar, desmontar e montar os famosos fogões a lenha “Wallig” (todo feito de ferro). Eu e o Guido montávamos os fogões e ainda empilhávamos treis deles, um sobre o outro. No fim do dia estávamos moídos. Mas também tinha os domingos em que passeávamos até a igreja, ou íamos ao cinema, ou passear no Horto Florestal. Alem disso fiz amizades e participei de jogos de voleibol participando do Grêmio 10 de Maio em 1956, jogando com Nilo, Duty, Rubens, Armando Bettinardi e outros., tendo sido campeões do Torneio Estímulo de Volley Ball, onde jogamos com os times do Hermacia e Prosdócimo. Logo que mudamos para nossa casa, fizemos algumas reformas na cozinha, colocamos bomba com motor elétrico para puxar água do poço para a caixa d’agua e compramos um fogão à gás (o segundo fogão funcionando em Maringá, o primeiro se não me engano foi para Rodolfo Maibon Moreira), a casa toda foi pintada com tinta à óleo sendo a parte externa com a cor laranja. Ficou conhecida pela vizinhança como a casa cor de Crush (refrigerente de laranja). Em 7 de março de 1959 às 3,25 horas nasceu nosso segundo filho FLÁVIO TAVARES, com 3,150 quilos e 0,51 cm., atendido pelo Dr.Galileu Pasquineli Filho e com a presença da avó Dona Hylma. As primeiras visitas foram: Elza e Maria Germani, Izabel Dezontini, Terezinha, D.Carolina, Albertina, Conceição, Elza Bettinardi, Dona Amparo e Pepe. Foi batizado em 12 de abril de 1959 na Igreja N.S.Glória de Maringá e foram padrinhos: José Tavares e Josefa Ruiz Tavares. Todos os natais e finais de ano, passávamos com os Germani e normalmente festejávamos com o compadre deles chamado Avelino Bellincanta. O sr.Bellincanta era dono de um sitio mais ou menos perto do hoje Clube Olímpico, onde alem de outras coisas, tinha um belíssimo parreiral e era revendedor ou distribuidor de vinhos do Rio Grande do Sul. Na maioria dos anos ele convidava todos os viajantes do Dias Martins, do Veríssimo e outros que distribuíam os vinhos que ele representava. Churrasco e vinho eram servidos à vontade e, logicamente alguns (muitos) passavam da conta e eram levados pelos colegas e os depositavam na carroceria dos caminhões, onde dormiam e não davam trabalho até os caminhões os levarem de volta. O Bellincanta fazia umas bebidas light, como por exemplo vinho com mel batidos no liquidificador. Uma delícia para quem gosta de bebidas doces. Minha sogra adorou e eu avisei: Bebida doce é uma delicia mas sobe muito à cabeça, cuidado. E ela gostou muito da bebida, tanto que precisei arrumar uma cama na casa do Bellincanta, onde ela dormiu até a hora de irmos embora, ela não viu festa alguma. Certa vez numa brincadeira de compadres, Bellincanta e Caetano Mazzon que depois de algum tempo achamos hilário e na hora foi um susto danado. Esses dois estavam sempre brincando, um empurrava o outro, aprontando sempre brincadeiras um com o outro. Acho que Caetano estava cuidando do churrasco e estava com um pano ou toalha que brincando batia com a toalha no Bellincanta, até que num momento, passou a toalha no pescoço do Bellincanta e apertou não calculando a própria força, o susto foi quando o Bellincanta sufocado desmaiou. Foi um Deus nos acuda, por sorte logo após o Bellincanta voltou a si e o Caetano ouviu alguns palavrões em italiano. Como normalmente faziam. Em 1959, vieram nos visitar, meu pai (José Tavares) minha mãe (Josefa), meu irmão Oswaldo com a noiva Clair. Foi nessa época que Oswaldo pretendia casar e também queriam vir para Maringá. Depois de algum tempo, conversei com meu amigo e compadre Izidoro Sagrillo que era carpinteiro, marceneiro e combinamos de fazer uma casa de madeira para moradia de um casal, que ficou pronta em meados de setembro de 1959. Meu irmão Oswaldo veio para Maringá e foi trabalhar com meu amigo Cruz Barroso de Rivas. No inicio de outubro foi para Santos e casou com Clair Symanowicz em 8 de outubro de 1959 e quando voltaram, vieram para morar nesta casa. Neste período de 4 anos, ainda pouco se tinha para fazer como divertimento: Bailes no Aéro Clube de Maringá, dos Comerciários, no Grande Hotel, passeios no Horto Florestal e as vezes no Cine Maringá. Quando queríamos ir ao cinema, eu falava com Dona Elza (esposa de Emilio Germani) e ela prontamente aceitava que nós deixássemos nosso filho Renato na casa deles, enquanto nós íamos ao cinema e naquela época minha condução era uma bicicleta com uma cadeirinha para Renato e garupeira onde se acomodava minha esposa e lá vínhamos e íamos nós, rasgando a escuridão com o farol da bicicleta. Algumas vezes passávamos algum medo porque naquela escuridão alguns cachorros achavam de vir tentar morder nossos pés e a gente tentava espantá-los no grito, outras vezes para nos defender dos cachorros, eu levava uma vara de mais ou menos dois metros e assim nos defendíamos dos agressores. Certa vez, depois de uma bela chuva meu irmão Oswaldo me pediu carona na garupa da bicicleta até o centro. O chão de barro molhado é muito escorregadio mas, como a gente já estava acostumado, andava bem no chão molhado e escorregadio. Vínhamos nós pela Rua Mem de Sá quando a minha frente vi duas grandes poças de água barrenta com uma faixa de uns 5 a 10 centímetros bem no meio separando as duas poças. Não tive dúvidas, gritei para Oswaldo, se equilibra que eu vou passar....... Logo no começo da faixa, o pneu da frente escorregou e mergulhamos cada um de nós numa das poças de água. Resultado, depois de boas risadas voltamos para casa encharcados de lama, tomamos um bom banho, trocamos de roupa e fomos a pé para o centro. No março de 1960 foi uma época em que matei a saudade que tinha de meus pais e minha abuelita (avó por parte da mãe) que vieram passar uns dias em Maringá. Depois vieram também a mãe e irmão da Clair (minha cunhada). Em 1961 vieram também Dona Cotinha (avó de M.Hylma) que ficou morando conosco durante algum tempo. Meu irmão Daniel, desde que chegamos em Maringá em 1955, sempre vinha à Maringá, ver como estávamos. Ele nunca demonstrou mas eu sabia que ele vinha verificar como estávamos, si estávamos agüentando o “tranco”, se estávamos felizes, se estávamos aceitando a vida que estávamos vivendo, enfim sempre se preocupando conosco e, pronto para nos ajudar no que precisássemos. Aos 30 de Maio de 1963, nasceu nosso terceiro filho HYLTON TAVARES, às 2,50 horas, com 3,050 quilos e 0,50 cm, no Hospital e Maternidade Modelo e na falta do Dr.Galileu (que estava viajando) quem atendeu foi o Dr. João Biron. O nome foi escolhido de uma revista médica que estava no hospital e eu sugeri porque as treis primeiras letras eram as mesmas da mãe. As primeiras visitas foram: Oswaldo/Clair, Ayrton/Ica, Roberto, Benedito, Dona Cotinha, Conceição, Amparo, Dineide, Iracema Paiva. Foi batizado em 12 de junho de 1963 na Igreja N.S.Glória sendo padrinhos José Juan Requena e Amparo S. Barberá. Foi eleito prefeito de Maringá o Dr. João Paulino Vieira Filho (PSD) para gestão de 15/12/61 a 14/12/1964. Quando recebi o diploma de técnico em contabilidade no final de 1953, eu já trabalhava na firma S/A Levy Comissária e Exportadora de Café cerca de seis anos e, estava estudando também a língua inglesa, porque era necessário no meu trabalho e já estava decepcionado pelo curso que fiz e que neste momento não sabia o que fazer com ele, limitando-me guardar bem guardado e meu diploma, orgulho de meus pais. Quando estávamos fazendo projetos para vir para Maringá, lembrei-me do diploma e carinhosamente senti que ele poderia me ser muito útil em Maringá, ao contrario do curso de inglês e conhecimento em exportação de café que não ia me ajudar em nada, pelo menos naquela época, que simplesmente colhia-se café em coco, beneficiava-se e mandava para os exportadores. O problema maior é que eu tinha um diploma mas, não tinha nenhuma prática. No primeiro emprego em Maringá, tratei de informar logo que era diplomado mas não tinha pratica. Acharam que não tinha problema, que eu iria aprender logo. Nos dias em que ali trabalhei, não achei documento hábil nenhum e inclusive fazia-se cálculos nos talões de notas fiscais, arrancavam folhas enfim, achei melhor retirar-me e procurar outro lugar. No segundo emprego, já era uma empresa organizada com o ramo de serraria e tinha um contador já a algum tempo e eu iria entrar para ajuda-lo onde precisasse, sabendo que eu era bom datilografo e precisando aprender sobre o trabalho de contabilidade. Acho que ele não gostou porque fiquei uma semana e ele não me deu nada para fazer. Acabei indo embora. Finalmente tive a grande sorte de ser apresentado pelo Cruz Barroso e pelo Enzo Scarlate ao sr. Guido Antonio Germani. Apresentei-me dando todas as informações sobre meu serviço em Santos, meu casamento, minha intenção de vencer e trabalhar com o maximo de esforço, com toda a dedicação e disponibilidade e que tinha um diploma de técnico em contabilidade mas sem nenhuma prática em contabilidade. Pediu-me para aguardar o irmão dele, sr.Emilio Germani que estava em Santos resolvendo problema de família, mas enquanto ele não chegava eu podia já começar trabalhando a partir do dia seguinte. Quando o sr.Emilio voltou para Maringá, conversamos e confirmou a minha admissão na empresa, tendo sido registrado já a partir de 1º de agosto de 1955. Como já disse, tive muita sorte em trabalhar com os Germani, fui um privilegiado em trabalhar com eles, aprendi muito em todo o tempo que trabalhei com eles. O Guido foi um professor paciente, um amigo que me ajudou bastante em tudo o que acontecia e como fazer as coisas. A loja era frequentadissima pelo pessoal de Maringá, principalmente do pessoal que vinha do sul, era uma espécie de consulado da região sul e parecia que todo mundo conhecia o sr.Emilio, talvez porque antes de vir para cá, ele trabalhava com uma das empresas mais importantes do sul, a firma Ponzoni, Brandalise, da região de Caxias do Sul, o certo é que se quisesse saber sobre Maringá e região era só falar com ele. A empresa também era fabricante de camas (Camas Germani) . A madeira roliça já vinha pronta também do sul, e aqui, faziam as telas de arame e as molas; Depois eram montadas e vendidas em toda a região. A loja vendia bombas d’agua de superfície e de colocar dentro do poço, motores elétricos, fogões a lenha marca Wallig e muitas peças e acessórios para fazendas, fazíamos seguro conta fogo, acidentes pessoais ou em grupo, fazíamos muito pela Cia.de Seguros Minas Brasil. Certa vez chegou um caminhão carregando um enorme fogão industrial Wallig cujo destino era a Santa Casa de Misericórdia de Maringá, não tenho certeza mas parece que foi doação por intermédio do Rotary Club.
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